Estados Unidos autorizam uso do remdesivir contra o coronavírus Aplicação do antiviral foi aprovada após se mostrar eficaz em acelerar a recuperação de pessoas com Covid-19

A FDA, agência americana que regula medicamentos, autorizou nesta sexta-feira (1º), o uso emergencial do Remdesivir para tratamento de pacientes com Covid-19, doença causada pelo novo Coronavírus. O antiviral experimental ainda está sendo testado, mas um novo estudo apontou que ele acelera a recuperação de pacientes internados.

A decisão foi baseada nos resultados de dois estudos realizados com o medicamento em pacientes com Covid-19. Um estudo controlado randomizado duplo-cego – considerado o padrão outro em estudos clínicos – conduzido nos Estados Unidos pelos Institutos Nacionais da Saúde (NIH, na sigla em inglês) e um estudo aberto conduzido pela Gilead.

O estudo no NIH mostrou que um curso de dez dias de tratamento de remdesivir é capaz de reduzir de 15 para 11 dias o tempo de recuperação de pacientes com Covid-19 em estado clínico de média e alta gravidade. A pesquisa, que começou no dia 21 de fevereiro, contou com a participação de 1.063 pacientes.

Os participantes foram divididos em dois grupos: um que recebeu o tratamento (chamado grupo de intervenção) e outro, o placebo (grupo controle). Os resultados indicam que os pacientes que receberam remdesivir tiveram um tempo de recuperação 31% mais rápido do que aqueles que receberam o placebo. A recuperação foi definida como alta hospitalar ou retorno ao nível normal de atividade.

O remdesivir pode não significar o fim da pandemia nem ser indicado para todos os pacientes, mas já é uma esperança. Desde o início da epidemia, o medicamento é considerado um dos candidatos mais promissores a tratamento contra a Covid-19.  Vale ressaltar que a autorização emergencial concedida pela FDA não equivale a uma aprovação formal do medicamento.

Remdesivir

O remdesivir é um antiviral que atua bloqueando a replicação do vírus. Criado em laboratório há oito anos, inicialmente sua eficácia foi avaliada no combate ao surto de Mers, a síndrome respiratória por Coronavírus, identificada na Arábia Saudita. Depois, foi usado como terapia em casos africanos de ebola, na Guiné, Serra Leoa e Libéria, entre 2013 e 2016. Nos episódios da Mers, verificou-se em laboratório uma freada na multiplicação do vírus. Com o ebola, os resultados de testes em humanos foram considerados decepcionantes.

No caso do novo coronavírus, ensaios realizados no início da epidemia indicavam um potencial do tratamento na recuperação de pacientes graves. Entretanto, esses estudos não seguiam a metodologia exigida para garantir, com segurança, a eficácia do medicamento.

Fonte: Veja.

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