Brasil já registra 98 mortes de profissionais de enfermagem por Covid-19 Além disso, 13 mil foram contaminados

A Comissão Externa que acompanha ações de combate ao Coronavírus prestou homenagem aos profissionais de enfermagem nesta terça-feira (12), Dia Internacional da Enfermagem. Nas redes sociais, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), também homenageou os profissionais: “Em nome da Câmara dos Deputados, presto as maiores homenagens a esses profissionais que estão na linha de frente do combate desta pandemia, se expondo diariamente ao risco de contaminação e da incompreensão de alguns.”

Já houve 98 óbitos de profissionais de enfermagem por Covid-19 no Brasil e mais de 13 mil enfermeiros contaminados por Coronavírus. As informações são do observatório desenvolvido pelo Conselho Federal de Enfermagem. Segundo o conselho, a letalidade é de 2,17%.

“Não temos tanto a comemorar como profissionais de enfermagem, não só pela grande tristeza pelos 100 profissionais que perderam suas vidas na linha de frente do combate à Covid-19”, disse o presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Neri. 

Ele defendeu a aprovação pelos parlamentares de projetos de lei que garantam a dignidade dos profissionais. Entre eles, o que regulamenta a jornada de 30 horas semanais para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem (PL 2295/20) – como já é garantido para outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas. Já aprovado pelo Senado, o projeto tramita há 20 anos no Congresso Nacional.

Além disso, pediu a aprovação de proposta que garanta o pagamento da insalubridade em grau máximo (40% sobre salários) aos profissionais envolvidos no combate à pandemia.

Relatora da comissão externa, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) – única enfermeira com mandato na Câmara – disse que os enfermeiros passaram a ter visibilidade com a pandemia de coronavírus, mas que é preciso valorizá-los também no período pós-pandemia. Além da proposta que regulamenta a jornadas de 30 horas, ela citou, como forma de valorizar os profissionais, a garantia de piso salarial para os enfermeiros (PL 459/15). Segundo ela, são mais de 2,3 milhões de trabalhadores na área, sendo 85% mulheres, a maior parte com jornada dupla ou tripla de trabalho.

Equipamentos de proteção

A presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, Francisca Valda da Silva, denunciou a falta de condições de trabalho e a oferta de serviços inseguros para a população durante a pandemia de coronavírus, por conta da falta de respiradores e insumos médicos, além da falta de equipamentos de proteção individual. “Há hierarquização da oferta de equipamentos de proteção de acordo com a categoria profissional, e isso tem que ser averiguado”, denunciou.

Ela afirmou que o relaxamento do distanciamento social e a revisão do conceito de atividade essencial, feitos de forma leviana, podem levar a um agravamento da situação. “Chegando a um pico, não teremos condições de atender com dignidade a população”, alertou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias Reportagem – Lara Haje Edição – Roberto Seabra

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